quarta-feira, 4 de junho de 2008

Divinismo

Recolhe-te filho Meu ao Templo Interior,

E em silêncio escuta-Me, entende o Meu falar;

Tanto Me tens procurado fora, no templo exterior,

Enquanto que Eu, o teu Pai, no íntimo desejo comungar.

A Verdade é Minha Lei, e detesto a idolatria,

Movimento a Lei dos Fatos, e aborreço a simulação;

E tu nisso é que teimas, espargindo a falsa teoria,

Pois cometendo semelhantes erros, perpetuas a corrupção.

Minha Inteligência é um Predicado Meu em ti,

O Meu Afeto é uma Virtude Minha que te entreguei;

O Meu poder de Ubiqüidade te aguarda, mas com frenesi,

Tu de Mim desvias, filho Meu, que com tanto Amor criei.

Não confias na decência de conduta, na Bondade,

E tratas mal ao teu irmão, aquele outro filho Meu;

Dos corruptores compras simulacros, e bem que amiúde,

Te alegras com o mal, daquele infeliz irmão que te sofreu.

Retorna Meu filho, volta ao Meu Regaço,

Observa esta Lei, de Verdade, Amor e Justiça;

Vai, procura o teu irmão, e oferta-lhe pois o braço,

Para que assim te abrace Eu, e gozes da gloriosa liça.

Não aceito liturgias, que isso nunca foi Meu,

E repilo os simulacros, pois não Sou de fingir;

Quero tuas Obras Boas, como as daquele Ungido Meu,

Para assim seres Meu Verbo, e teres a Glória no porvir.

Transmito a Minha Ordem, pelo Anjo Mensageiro,

E no CÓDIGO IMORTAL, lembro-te a Verdade Redentora;

A Verdade acima de tudo, pois Eu Sou o Eterno Despenseiro,

Sou a Origem e a Vida, e te convido à Conduta Emancipadora.

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