“Portanto vos digo: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, porém, a blasfêmia contra o Espírito Santo não lhes será perdoada. E todo o que disser alguma palavra contra o filho do homem, perdoar-se-lhe-á ; porém, o que a disser contra o Espírito Santo, não se lhe perdoará, nem neste mundo, nem no outro.” (Mateus, XII, 30 a 32).
Perseguidos e espezinhados por todos os lugares pelo feroz anti-Cristo, esses médiuns outrora conhecidos por advinhos, oráculos, pitonisas, áugures, etc., foram paulatinamente desaparecendo pela falta de exercício, enquanto a besta 666, ao contrário, ia consolidando os seus tentáculos em todos os quadrantes do mundo profano. O materialismo, como conseqüência dessa apostasia, desenvolveu as suas raízes; as qualidades morais foram subvertidas e em seu lugar imperam o ódio e o egoísmo.
Cumpre-nos, todavia, o dever de saber fazer a distinção devida entre Catolicismo e Cristianismo, hoje tão lamentavelmente confundidos. Assim, enquanto advertia o profeta Jeremias: maldito o homem que confia em outro homem, o Papa se fazia entidade infalível. Enquanto recomendava Jesus : “A qualquer que te ferir uma face, dá a outra; quem quiser apossar-se da tua roupa, dá-lhe também a tua capa; ama aos vossos inimigos, etc.”, a bula do Papa Nicolau II proclamava:
“Anátema eterno e excomunhão ao temerário que não tenha em conta o nosso Decreto e que em sua perseguição tentar submeter ou perturbar a igreja romana. Que nesta e na vida futura prove a cólera (!) de Deus e a ira dos apóstolos, cuja igreja ele tenha tentado derrubar; que sua casa fique deserta, que seus filhos fiquem órfãos e viúva sua mulher; que seja desterrado e seus filhos obrigados a mendigar seu pão e expulsos de sua casa; que toda terra combata contra eles e que todos os elementos lhes sejam hostis!”
Que belíssimo exemplo de amor fraternal! Quanta diferença da mansidão e humildade de Jesus!
O Mestre dizia:
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim” – mas a Igreja diz: “Se não for por mim, vai para o inferno”...
Também foi dito:
“Guardai-vos dos que querem andar com vestidos compridos e gostam de ser saudados nas praças e de ter os primeiros assentos nos banquetes, os quais devoram as casas das viúvas a pretexto de longas orações. Receberão uma condenação severa”. ( Sem comentários... ).
Eis aí, pois, a que ficou reduzido, em breve resumo, o pretenso “cristianismo” da besta 666: lobo disfarçado de cordeiro...
Extraída do Livro: CONFISSÕES DE UM CORRUPTOR
Nenhum comentário:
Postar um comentário