ALGUMAS DAS PODEROSAS ORAÇÕES, EXTRAÍDAS DO LIVRO...
PUBLICAÇÃO NO UOL
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“Contra estas coisas não há lei” - Gálatas, cap. 5.
Os assuntos tratados no capítulo cinco, da Carta aos Gálatas, são realmente interessantes; porém, ou andaram outros metendo as mãos e fazendo o serviço das grossas asneiras, ou o mesmo Paulo, tão inteligente e lúcido em outros pontos, andou aqui, uma vez mais, claudicando.
Primeiro - As verdades oriundas do Ministério da Revelação ou do Espírito Santo foram confundidas com as errôneas conceituações da fé cega, nesta depositando confiança, num impulso de contradição com a Excelsa Doutrina deixada pelo Cristo. Os Exemplos do Cristo e a Revelação Ostensiva, que eles, os Apóstolos, tinham em plena atividade, não autorizava ninguém a falar do modo como ali está falado.
Segundo - Nunca jamais da Lei passará um ceitil, porque o Infinito Emanado repousa, pela Soberana Vontade de Deus, sobre leis Eternas, Perfeitas e Imutáveis! As leis menores são desdobramentos das leis maiores, sendo que todas terminaram no Supremo Determinismo, que os Dez Mandamentos representam, ordenando os três primeiros a conduta do filho para com o Pai Divino, e os outros sete, determinando a conduta entre irmãos, para efeito de responsabilidade.
Terceiro - As más obras estão assinaladas, sendo atribuídas à carne, quando a carne é apenas instrumento do espírito. E se as más obras trazem conseqüências funestas ao espírito, porque negar a Lei e a Justiça de Deus, dizendo que a Lei não existe para aquele que tem fé? Tudo isso é contraditório por demais, é ridiculamente infantil, e um Paulo não faria isso.
Quarto - “A caridade, o gozo, a paz, a paciência, a benignidade, a bondade, a longanimidade, a mansidão, a fidelidade, a modéstia, a continência, a castidade; contra estas coisas não há lei.” Assim está escrito e atribuído a Paulo! Ora, precisamente por causa de uma Lei de Equilíbrio, que aciona a Justiça Divina, é que importa proceder bem, porque o fenômeno de recompensa é automático, é em conseqüência. A afirmativa final devia ser o contrário, para não contradizer o Cristo nem mesmo Paulo, noutras afirmativas.
Quinto - Os frutos do Espírito, como está escrito, são os conselhos da Revelação, da comunicabilidade dos anjos, espíritos ou almas, que Jesus deixou, tirando a orfandade do mundo! Era o Pentecoste Vivo, a Doutrina edificada sobre a Revelação, que infundia Certeza, que impunha o Conhecimento e que exigia atos de Bondade, precisamente por causa da Lei e da Justiça, que jamais passarão.
Sexto - Jesus não é responsável pelos atos particulares de quem quer que seja. Ele cumpriu o Seu Dever e espera que cada um tome a sua cruz, a cruz do Dever, porque uns nunca poderão realizar a salvação pelos outros. Tudo quanto disserem em contrário, nunca saiu dos ensinamentos de Jesus Cristo, que teve a Lei de Deus por Trilha de Conduta, para Se qualificar Divino Modelo.
Observação necessária - Muitos historiadores, estudando as Epístolas de Paulo, afirmaram que ele pregou uma doutrina própria, contrariando a Excelsa Doutrina deixada por Jesus; mas nós afirmamos que Paulo foi o Cavaleiro Andante do Batismo de Revelação Generalizada, não sendo responsável pelas barbaridades que outros andaram incrustando nos seus escritos. As porcarias foram feitas desde o Imperador Constantino até o Imperador Phocas; tudo foi sendo manobrado a gosto dos politiquismos despóticos e sanguinários; e depois da Reforma (porque esta é apenas a estagnação num degrau da escala restauradora), outras alterações foram e continuam sendo feitas, como podem ser observadas em algumas edições protestantes. Mudam palavras e sentidos, querendo por força que Cristianismo seja apenas uma questão de fé cega, um amontoado de simulações, de sacramentismos, de liturgias e de muitos discursozinhos histéricos. Falsificam tudo, querendo por todos os motivos blasfemar do Batismo de Revelação, da comunicabilidade dos anjos, espíritos ou almas, cuja função, determinada por Deus, através do Cristo Planetário, é advertir, ilustrar e consolar.
É necessário muito cuidado com a leitura da Bíblia, porque além das coisas medíocres ensinadas naqueles dias, quando nem Jesus pôde dizer o quanto poderia dizer, acresce ainda o perigo das adulterações propositais, feitas durante os dias iniciais do catolicismo, e aquelas que os protestantes fazem agora, trocando palavras e sentidos, para satisfazer seus fanatismos sectários e seus fetichismos da letra morta, da blasfêmia contra o Sagrado Ministério do Consolador, da Revelação generalizada por Jesus Cristo.
Extraído do Livro:
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