sexta-feira, 27 de maio de 2011

DIVINISMO


Divinismo

     Recolhe-te filho Meu ao Templo Interior,
     E em silêncio escuta-Me, entende o Meu falar;
     Tanto Me tens procurado fora, no templo exterior,
     Enquanto que Eu, o teu Pai, no íntimo desejo comungar.

     A Verdade é Minha Lei, e detesto a idolatria,
     Movimento a Lei dos Fatos, e aborreço a simulação;
     E tu nisso é que teimas, espargindo a falsa teoria,
     Pois cometendo semelhantes erros, perpetuas a corrupção.

     Minha Inteligência é um Predicado Meu em ti,
     O Meu Afeto é uma Virtude Minha que te entreguei;
     O Meu poder de Ubiqüidade te aguarda, mas com frenesi,
     Tu de Mim desvias, filho Meu, que com tanto Amor criei.

     Não confias na decência de conduta, na Bondade,
     E tratas mal ao teu irmão, aquele outro filho Meu;
     Dos corruptores compras simulacros, e bem que amiúde,
     Te alegras com o mal, daquele infeliz irmão que te sofreu.

     Retorna Meu filho, volta ao Meu Regaço,
     Observa esta Lei, de Verdade, Amor e Justiça;
     Vai, procura o teu irmão, e oferta-lhe pois o braço,
     Para que assim te abrace Eu, e gozes da gloriosa liça.

     Não aceito liturgias, que isso nunca foi Meu,
     E repilo os simulacros, pois não Sou de fingir;
     Quero tuas Obras Boas, como as daquele Ungido Meu,
     Para assim seres Meu Verbo, e teres a Glória no porvir.

     Transmito a Minha Ordem, pelo Anjo Mensageiro,
     E no CÓDIGO IMORTAL, lembro-te a Verdade Redentora;
     A Verdade acima de tudo, pois Eu Sou o Eterno Despenseiro,
     Sou a Origem e a Vida, e te convido à Conduta Emancipadora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário