Haverá sempre um estado de estar para suceder a outro, na vida ou na morte, no plano físico ou nos infindos matizes do extrafísico. E isso foi o que comigo se deu. Ser o que se é, evolver, nascer, morrer, renascer, morrer de novo e de novo despertar para o realismo supremo que é viver sempre, isso nunca será novidade. Quem teria sido o primeiro a ficar sujeito a tudo isso? Houve, em algum tempo qualquer, esse primeiro? Quando? Onde? Como?
Acordei cedo, um dia, em lugar estranho. Ao redor de mim a ninguém via que me fosse familiar ou achegado por amizade. Contudo, todos me cumprimentaram, sorridentes, felizes e comunicativos. Falaram-me. Falaram-me com extrema bondade, em tom familiar, como se fossem desdobramentos de amizades as mais puras, como se constituíssem o extrato das mais íntimas devoções fraternais.
— De onde chegaram os senhores?... Não me lembro de os haver encontrado em lugar algum! — foi o que pude dizer-lhes, de momento, estranhando um pouco.
— Você, amigo, é que acaba de acordar para o mundo espiritual... Seu corpo mais denso ficou na Terra, para ser devolvido ao meio natural... E queremos que compreenda isso como um fenômeno natural, pois morrer é comum e despertar para este plano da vida, também — respondeu-me o mais avizinhado, um senhor de meia idade e que ostentava largo e prazenteiro sorriso no simpático semblante.
A CAMINHO DO CÉU
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