“Lavai-vos, purificai-vos, tirai de diante de meus olhos a malignidade de vossos pensamentos; cessai de obrar perversamente; aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; socorrei ao oprimido; fazei justiça ao órfão; defendei a viúva” - Isaías, cap. 1.
Tal e qual a Lei de Deus ensina, ela que não tem religião nem sofre de preconceitos e injunções humanas; é a fraternidade a sua divisa, é o amor ao próximo o seu ministério. O Saber e a Virtude coroando as ações dos filhos de Deus, representando-os perante a Justiça Divina, sem a purulenta ingerência das simulações religiosistas, sem a putrefata manobra dos engodos clericalistas, cheios de pompas e salamaleques por fora, mas vazios de Sabedoria e de Virtude por dentro.
Assim falavam e falam os Médiuns ou Profetas; e por ser a linguagem da Verdade sempre a mesma, que fizeram sempre os fabricantes de religiosismos com eles? Não é certo que perseguiram a uns, mataram a outros, e, pior ainda, continuaram e continuam a blasfemar contra a Revelação?
- 85 -
“Visão que teve Isaías, filho de Amós, sobre Judá e Jerusalém” - Isaías, cap. 2.
Isaías foi um grande vidente e auditivo; viu e ouviu, por essas mediunidades, coisas sobre a sua época e a sua gente, tendo ouvido e visto, também para a posteridade. Não é com idolatrias e fanatismos religiosistas que se consegue tamanha capacidade em dons espirituais ou mediunidades; é com o máximo de respeito à Lei de Deus.
Com o passar dos dias, nomes novos vão sendo dados às leis e aos fenômenos, causando isto muita confusão e pronunciações estultas nos cérebros vazios de entendimento. O Profeta é agora o Médium, o Dom de Profecia é agora a Mediunidade, os Anjos são agora os Espíritos, e assim por diante.
Os espíritas devem compreender a incapacidade intelecto-moral dos fanáticos religiosistas, não fazendo conta ou caso de suas vociferações. Muito antes de fazerem isso com os modernos Profetas, fizeram eles coisas piores com os antigos, fazendo muito pior ainda com o Cristo. Qual foi o progresso humano, espiritual ou material, contra o qual as clerezias não levantaram armas assassinas? Quem não sabe que os religiosismos sempre dividiram mais as gentes do que as políticas?
Pelo menos, lembremos a parábola dos odres e dos panos velhos, que não podem suportar vinho nem remendos novos. Quando espontâneos, ou puros de intenção, merecem pelo menos piedade. São apenas do apostolado da santa ignorância, e, por mais que se lhes explique a lei dos progressos, eles continuam a ser muito coerentes com a própria morbidez dogmática. São os Caifás e os Gamaliel de todos os tempos, que com a aprovação da carrada de mediocridades de que são portadores, pensam que crucificando a Verdade prestam bom serviço a Deus.
Nenhum comentário:
Postar um comentário